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10/01/2018

Pimenta diz que devolver duodécimo ‘não é mais que obrigação’

O presidente da Câmara de Vereadores da Estância Turística de Olímpia, Gustavo Pimenta, do PSDB, disse em entrevista ao site de notícias Dário de Olímpia, do jornalista Leonardo Concon, na tarde de terça-feira, 9, que a devolução dos R$ 971,12 mil do Duodécimo referente a 2017 ao Executivo, “não é mais que obrigação” do administrador legislativo, uma vez que, na verdade, “o dinheiro não é da Câmara”.

Pimenta entende que qualquer vereador que assumir a responsabilidade dos destinos da Casa de Leis deve primar também pelo rigor nos gastos e pela austeridade à frente do Orçamento financeiro, como está sendo em sua gestão.

Pimenta reconhece que a Câmara precisa ser reformada devido a problemas com a estrutura física do prédio, mas que no ano que se encerrou não foi possível fazê-lo, por ser um ano em que preferiu ser mais cauteloso. “Neste primeiro momento não vi a extrema necessidade disso, achei que não era prioritário. Mas, este ano vamos avançar mais nesta questão”, disse.

Quanto aos questionamentos naturais na opinião pública sobre o porquê dele não ter destinado a devolução para a área da Saúde, por exemplo, como já fizera anteriormente com a devolução de R$ 400 mil para a UPA e UTI da Santa Casa, o presidente explicou que o uso do dinheiro devolvido é de livre arbítrio do Executivo Municipal. “Nós podemos orientar seu uso, como o fizemos, mas não podemos determinar isso ao prefeito. Ele é quem decide onde usar”.

O balanço legislativo de 2017 foi positivo, segundo Pimenta, com a Câmara vivendo um novo momento, trabalhando em perfeita sintonia com o Executivo. Garantindo que fica como presidente da Casa até o final do ano, quando ocorre outra eleição para formação da nova Mesa, Pimenta desfaz assim os boatos de que renunciaria à função que lhe foi delegada para assumir uma Secretaria no Governo Fernando Cunha (PR).

“Tenho um compromisso com a verdade, sou transparente. Recebi sim, convite para assumir Secretaria, mas preferi ficar na Câmara, viver a experiência de ser vereador e presidente. Surgiram estes boatos de que iria, mas neste primeiro momento, não. Termino meu mandato e, dependendo como for, após o mandato poderia aceitar, dependendo da Secretaria. Porque se não for para somar, que deem a outro”, enfatizou.

Quanto ao volume de proposituras baixo em 2017, Pimenta explica que foi devido às limitações da função de presidente, que não pode apresentar projetos, a não ser que seja pela Mesa, e quando ele é autoral, exige-se que deixe a cadeira para o vice assumir, durante a votação.

“Ficamos amarrados na questão de legislar, já que também são poucos os casos em que o presidente pode votar. Importa mais a minha postura, que é sempre de total imparcialidade”, diz.

Porém, uma coisa Pimenta garante para 2018: “A Câmara não vai gastar todo dinheiro que vier de Duodécimo. E se o Executivo precisar, faremos o que fizemos este ano (devoluções parciais antecipadas, conforme a necessidade)”.