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24/07/2018

Vereador Niquinha convida proprietário da funerária para dar explicações na Câmara

O vereador e 2º secretário da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores da Estância Turística de Olímpia, Antonio Delomodarme, o Niquinha (PTdoB), teve aprovado Requerimento nº 439/2018, de 20 de julho passado, por meio do qual está convidando o proprietário da empresa Antonieta Bonini Daud, concessionária dos serviços em Olímpia, Miguel Ângelo Daud, para que venha à Casa de Leis dar explicações sobre os valores cobrados pelos serviços funerários, considerados muito altos pelo vereador.

Desde o mês passado que Niquinha vem tecendo críticas aos serviços funerários prestados pela concessionária, mais exatamente por causa dos preços para enterros, englobando todas as ações necessárias até o momento de descer o corpo à sepultura. Também a cobrança de altos valores e a obrigação dos familiares de contratar mão-de-obra da empresa para fazer reparos ou melhorias nos túmulos.

“Venho sendo cobrado, desde o tempo em que não era vereador, com reclamações sobre o serviço funerário na cidade. Estive num comércio semana passada e fui abordado por três senhoras perguntando se eu era vereador e uma delas indagou: ‘O que vocês estão fazendo na Câmara de Vereadores que não tomam providências contra a funerária de Olímpia? Eu precisei fazer um empréstimo no banco para enterrar um ente querido’”, relatou Niquinha quando fez a denúncia sobre a situação na Tribuna da Câmara, na sessão do dia 25 de junho.

Por isso, para o vereador, é importante que Miguel Daud vá à Casa de Leis explicar aos vereadores e, por extensão, à população, os seus parâmetros de preços. “Uma de nossas atribuições é fiscalizar o funcionamento dos departamentos, secretarias e autarquias dessa municipalidade, assim como suas concessões públicas”, explica Niquinha.

‘E como eu tenho acompanhado as dificuldades passadas por olimpienses que perdem seus entes queridos e necessitam que sejam feitas homenagens póstumas ao falecido, decidi tomar esta atitude”, prosseguiu. Segundo ele, “os preços praticados pela empresa que explora o setor funerário em nossa cidade são muito altos”. A empresa tem exclusividade no setor por mais 20 anos.

Diante disso, Niquinha está requerendo que seja feito o convite ao sócio-proprietário da empresa, Miguel Daud, para que ele compareça à Casa de Leis, em data escolhida por ele, para prestar esclarecimentos sobre as referidas questões.

“Fiquei indignado ao conhecer a situação. A família, só para arrumar a pessoa falecida, paga R$ 180. Depois paga para fazer autopsia, tem que comprar a sepultura e não tem condições, porque um espaço (no cemitério) está mais caro que um terreno em Copacabana, na beira da praia”, comparou.

“Temos que correr atrás porque um rico tem condições de pagar um velório caro, mas as pessoas carentes, que são maioria, não têm condições de pagar o que estão cobrando. É um absurdo”, completou.